Golpistas ucranianos <br> afastam «instáveis»

O parlamento ucraniano (Rada) aprovou, anteontem, uma resolução para o desarmamento de todos os grupos armados e a ilegalização das organizações que os dirigem caso não seja acatada a ordem. O mais conhecido e perigoso destes grupos é o neonazi Sector de Direita (SD), que na segunda-feira foi expulso do hotel que ocupava no centro de Kiev e os seus membros colocados em autocarros e levados de volta para o Oeste da Ucrânia, de onde vieram, no final do ano passado, para desempenharem o papel de batalhão de choque no golpe de Estado.

O afastamento deste contingente violento da capital ocorre depois de um militante do SD ter alvejado três elementos de outra facção fascista na Praça Maidan, e de membros do partido terem cercado a Rada, na semana passada, exigindo a renúncia do ministro do Interior, que acusam de ser responsável pela morte de Alexander Muzychko, abatido durante uma operação das forças especiais, a 25 de Março.

Paralelamente ao afastamento dos elementos «instáveis», cujos crimes cometidos durante e após o golpe (incluindo o massacre na Praça Maidan, comprovadamente atribuído a franco-atiradores afectos ao SD) são cada vez mais difíceis de esconder e justificar perante o povo, os vários partidos golpistas preparam-se para as presidenciais, agendadas para 25 de Maio. Entre os candidatos estão a ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko, que num telefonema recentemente divulgado ameaçava de morte os russos, o magnata Piotr Poroshenko, apoiado pelo líder golpista e ex-boxeur Vitali Klichko, e o dirigente do SD, Dmitri Yarosh.




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